Avançar para o conteúdo principal

Espondilite Anquilosante e Uveíte


A Espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crónica, com tratamento bastante limitado, que afecta as articulações do esqueleto axial, especialmente as da coluna, anca, joelhos e ombros. Nos quadros mais graves, podem ocorrer lesões nos olhos (uveíte), coração (doença cardíaca espondilítica), pulmões (fibrose pulmonar), intestinos (colite ulcerativa) e pele (psoríase).
Não se conhece a causa da doença, que acomete mais os homens do que as mulheres, a partir do final da adolescência até os 40 anos. Não sendo controlada, pode-se tornar incapacitante.
O diagnóstico leva em conta os sinais e sintomas, os resultados de exames laboratoriais ao sangue e os achados radiográficos nas articulações da região sacroilíaca. O diagnóstico precoce é de extrema importância para evitar a progressão da doença e todas as suas complicações.

Sintomas

A manifestação inicial é dor lombar que persiste por mais de três meses, abranda com o movimento e aumenta com o repouso. Essa dor pode irradiar-se para as pernas e estar associada a uma rigidez da coluna mais acentuada no inicio do dia. Tais sintomas podem desaparecer espontaneamente (são intermitentes) e voltar depois de algum tempo. Outros sintomas são o comprometimento progressivo da mobilidade da coluna que vai enrijecendo (anquilose), da expansão dos pulmões e aumento da curvatura da coluna na região dorsal.
Com a evolução da doença, a tendência é a dor tornar-se mais intensa, especialmente à noite.

O objectivo do tratamento está direccionado unicamente para o controle da evolução da espondilite anquilosante, aliviando os sintomas dolorosos e reduzindo o risco de deformidades.
Geralmente recorre-se a medicamentos, (anti-inflamatórios não-esteroides, analgésicos e relaxantes musculares), fisioterapia e cirurgia, se for necessário substituir a articulação do quadril.
Recentemente têm sido publicados estudos que comprovam a capacidade de acção dos alimentos no controlo da dor em doentes espondiliacos, nomeadamente na abstenção ou redução de alimentos amilácios. Estudos concluíram que a ausência do consumo diário desses alimentos diminuiu até 60% as dores, diminuindo por consequência, o uso de medicamentos.
Um plano de exercícios físicos também é um factor vital para um espondiliaco, principalmente actividades como o yoga e os pilates que permitem dar continuidade á flexibilidade da coluna retardando assim o seu desenvolvimento.

A Uveíte é uma inflamação de toda a úvea. O nervo óptico e a retina também podem ser afectados.
A Uveíte tem muitas causas possíveis, algumas das quais limitam-se ao olho enquanto outras afectam o corpo todo.
Cerca de 40 % das pessoas com uveíte têm uma doença que também afecta outros órgãos do corpo. Independentemente da causa, a uveíte pode danificar rapidamente o olho e provocar complicações prolongadas, como o glaucoma, as cataratas e o deslocamento da retina.

Aos primeiros sintomas da uveíte, a visão pode-se tornar enevoada ou com pontos negros flutuantes. A dor aguda, a vermelhidão do branco do olho (a esclerótica) e a sensibilidade à luz são particularmente comuns na irite. O médico pode ser capaz de ver vasos sanguíneos proeminentes no bordo da íris, alterações ligeiras na córnea e o líquido que enche o olho (humor vítreo), que fica turvo.
O tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível para evitar as lesões permanentes, pois um diagnóstico tardio pode causar danos visuais irreversíveis.
Entre as causas mais frequentes de Uveíte encontramos a Espondilite Anquilosante, a Síndroma de Reiter e a Artrite reumatóide juvenil.

No caso de um doente com Espondilite Anquilosante, torna-se imperativo a ida regular a um oftalmologista. Principalmente, na presença de qualquer um dos sintomas acima descritos.
Isto ocorre porque as doenças inflamatórias reumatológicas, onde se insere a Espondilite Anquilosante, podem comprometer de maneira também inflamatória todos os tecidos que provêm do mesmo grupo de células embrionárias que as 'articulações', como as mucosas, os faneros (cabelo e unhas) e os olhos.
Uma vez que se trata de uma patologia que compromete várias estruturas, é muito importante que o doente com EA tente enveredar o mais fielmente possível por um estilo de vida regrado e atento, especialmente em relação aos alimentos que ingere, uma vez que a maioria só serve para agravar o estado inflamatório do momento.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Bolo de Cenoura [sem açúcar e sem glúten]

Andava com vontade de comer um bolo de nozes, mas não encontrava nenhuma receita que me desse água na boca, então fui para a cozinha fazer experiências com base numa diversidade imensa de receitas que fui vendo...adaptei, adaptei...e adaptei e saiu tudo menos um bolo de nozes (rsrsrsss)...mas ficou delicioso na mesma (vá lá...uffa!!)
Ora aqui vai a receita para quem quiser aventurar-se:
Vais precisar de:
- 2 chávenas de farinha de trigo sarraceno - 3 colheres de chá de fermento - 5 colheres de chá de canela em pó - 5 cenouras raladas - 1/2 chávena de coco ralado - 1/2 chávena de nozes raladas - 300g de tâmaras trituradas - 1/2 chávena de bebida vegetal (usei de arroz e soja do aldi) - 2 colheres café de baunilha

Pré-aquece o forno a 180ºC

Mistura todos os secos/sólidos e depois vai adicionando o liquido.
Bate tudo muito bem e leva ao forno cerca de 50minutos (depende de cada forno).

Eu costumo usar formas de silicone para não ter de adicionar gordura, fica a dica.

Bom apetite!!


Questionas-te se a Vitamina D é prejudicial sem a vitamina K?

Nos últimos tempos muito se tem falado sobre o possível prejuízo que a ingestão de vitamina D pode ter na ausência da vitamina K, mas as alegações científicas ainda não são muito consistentes. Como as pessoas que recorrem à minha consulta de naturopatia sabem, eu não sou muito apologista da suplementação nutricional. Existem casos em que ela é realmente necessária, existem outros casos em que recorrer a suplementação nutricional numa fase inicial pode ajudar o paciente a recuperar mais rápido, mas na maioria dos casos, recorrendo aos alimentos, ou seja, aos nossos suplementos “in vivo” é mais do que suficiente para se obter bons resultados terapêuticos. Dito isto, já podem antever que a minha opinião acerca do consumo de vitamina K sob a forma de suplemento não é muito abonatória, mas lá está...cada caso é um caso e há que se analisar individualmente a condição clinica da pessoa que procura ajuda.
Como todos sabemos, as vitaminas D e K são vitaminas lipossolúveis, ou seja, solúveis e…

O Mito da Proteína Combinada

Todos os nutrientes vêm do sol ou do solo. Os minerais provêm da terra e as vitaminas das plantas e dos microrganismos que crescem a partir deles.
Dito isto, volta a eterna questão. Onde posso obter a proteína? A proteína é composta por aminoácidos e entre eles existem 20 aminoácidos essenciais, o que significa que o nosso corpo não os consegue produzir, sendo essencial obtê-los a partir da alimentação. Mas os outros animais também não os produzem.
As proteínas provenientes das plantas (e micróbios) têm todos os aminoácidos essenciais.
O conceito de que a proteína vegetal é inferior à proteína animal surgiu devido a estudos realizados em ratos há mais de um século atrás. Os cientistas descobriram que os ratos bebés não tinha um crescimento adequado quando alimentados à base de plantas. Mas os ratos bebés também não crescem bem se forem alimentados com leite materno humano e porquê? Porque o leite do rato tem 10 vezes mais proteína do que o leite humano e porque os ratos têm um crescim…