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Consumo de Fruta Reduz Risco de Sofrer de Diabetes Tipo 2


            Apesar das frutas serem ricas em fibras, antioxidantes e fotoquímicos que fornecem efeitos consideravelmente benéficos para a saúde, elas também contém açucares que tem o potencial de desequilibrar os níveis de glicose no sangue. Como resultado, muitas pessoas com diabetes, evitam religiosamente a fruta, apesar do consumo de determinadas frutas já ter sido comprovado de que ajuda a melhorar o equilibro da glicose no sangue.
Apesar de não haver dúvidas de que as frutas têm uma carga glicémica elevada, novos estudos têm demonstrado que o consumo de fruta pode influenciar positivamente os níveis de glicose no sangue independentemente do índice de carga glicémica

Estudos Antigos

Estudos anteriores examinaram a associação entre o consumo total de fruta, o consumo individual de determinados tipos de fruta ou o consumo de grupos de fruta, com o risco de diabetes tipo 2, sendo que os resultados dessa associação foram mistos.
Os melhores resultados foram vistos nos estudos focados em:
-                    Frutas ricas em Antocianina (ex., mirtilos, uvas pretas, morangos e maçãs)
-                    Frutas com ácido clorogénico (ameixas, pêssegos, damascos e maçãs)
-                    Toranjas (por ser rica no flavonoide naringina)

O que estes estudos indicam é que o consumo de frutas específicas são benéficas para o controlo/equilíbrio de açúcar no sangue devido aos vários fitoquímicos que possuem.

Novos Estudos

Os investigadores da Harvard School of Public Health examinaram os dados dietéticos de 66,105 mulheres da investigação do “the Nurses’ Health Study I”; 85,104 mulheres do “the Nurses’ Health Study II”; e 36,173 homens do “the Health Professionals Follow-up Study”.
Os indivíduos não sofriam de grandes doenças crónicas no inicio dos estudos. O principal foco de observação era o desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Quando os pesquisadores analisaram o risco de desenvolver diabetes e o consumo de três porções de fruta inteira por semana a partir dos dados obtidos desses grandes estudos encontraram os seguintes níveis de risco:
26% de risco reduzido para mirtilos

12% de risco reduzido para uvas e passas

7% de risco reduzido para maçãs e pêras

5% de risco reduzido para bananas

5% de risco reduzido para toranjas

10% de risco reduzido para melão

O risco de desenvolver Diabetes foi neutro para pêssegos, ameixas, alperces, damascos, laranjas e morangos. Estes frutos, não aumentaram nem diminuíram o risco de diabetes tipo 2.
No entanto, quando o impacto de comer 3 porções destas frutas foi comparado com a mesma quantidade de sumo de fruta por semana, os primeiros mostraram-se significativamente protetores. A simples troca de sumo de fruta pela fruta em si, diminuiu significativamente o risco de diabetes (menos 7% de risco no geral para qualquer fruta e menos 33% de risco para os mirtilos).
Os valores da carga do índice glicémico das frutas não parece ser o factor que determinou a associação da fruta com o risco de diabetes tipo 2. No entanto, o aumento de risco de diabetes tipo 2 observado no consumo de sumo de fruta fez com que este tivesse sido definitivamente apontado como sendo o responsável pelo aumento do índice glicémico.
Noutras palavras, o consumo de sumo de fruta leva a mudanças mais rápidas e maiores nos níveis séricos da glucose e da insulina quando comparado com a fruta inteira, e soma-se ainda o aumento do risco de diabetes tipo 2.

Conclusão: Este estudo dissipa um equívoco comum sobre o consumo de frutas. Sim, fruta contém açúcares naturais, mas também contém muitos compostos que promovem a saúde e reduzem o risco de doenças crónicas, incluindo diabetes tipo 2.
A chave para o consumo de frutas é concentrar-se nas frutas de baixo índice glicémico e limitar o seu consumo para uma porção a cada três horas (para evitar o desequilíbrio da glicose no sangue).
Outra conclusão tirar deste estudo, é evitar o consumo de sumos de fruta comerciais ou até mesmo os naturais.
Os sumos de fruta frescos (de preferência orgânicos) retêm a maioria dos fitoquímicos, que por sua vez fornecem benefícios consideráveis para a saúde​​, mas ainda assim, devem ser consumidos em quantidades limitadas para manter o controle adequado de açúcar no sangue, sendo que a melhor e mais benéfica opção é consumir a fruta inteira.

Fonte:
Muraki I, Imamura F, Manson JE,  et al. Fruit consumption and risk of type 2 diabetes: results from three prospective longitudinal cohort studies. BMJ. 2013 Aug 28;347:f5001. doi: 10.1136/bmj.f5001

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