Avançar para o conteúdo principal

Trigonella foenum-graecum (Feno-grego)


A Trigonella foenum-graecum é originária da Índia e Paquistão,

Vários estudos confirmaram que o feno-grego reduz o risco de alguns tipos de cancro como leucemia (International Journal of Molecular Medicine, 2003), osteosarcoma (International Journal of Oncology, 2003) e cólon (Cancer Epidemiol, Biomarkers & Prevention, 2004).

Na diabetes, muitos estudos indicam uma redução dos valores da glicose e nas dislipidemias, do colesterol total e subida do HDL. 


Num estudo realizado no Departamento de Medicina Integrada da Universidade de Huazhong, na China, 46 pacientes com diabetes tipo II que já não estavam bem controlados somente com sulfonilureias (antidiabéticos orais), alcançaram melhorias (diminuição dos níveis de glicose) quando juntaram o feno-grego, ao longo de 12 semanas, comparativamente ao grupo que continuou somente a tomar o fármaco.


Princípios ativos

Destaque para a 4-hidroxisoleucina, um aminoácido responsável por grande parte do seu efeito a nível lipídico e glicémico. Estimula a produção de insulina por um efeito direto nos ilhéus de Langerhans (células do pâncreas que produzem insulina).

Contém também diosgenina, uma saponina com efeito hormonal, precursora de progesterona, e esteroides anti-inflamatórios como a cortisona. 
Tem acção anticancerígena e um elevado conteúdo de proteínas, fósforo sob a forma de lecitina, inositofosfato de cálcio e magnésio, o que contribui para a sua ação tónica.

Inclui ainda colina, com ação sobre os lípidos; trigonelina, um alcaloide (também presente no café) que ajuda a prevenir cáries dentárias por inibir a aderência de algumas bactérias aos dentes; e mucilagens, com efeito regenerador dos tecidos e laxante suave.


Propriedades Medicinais 
É regulador do peso. Em pessoas magras ajuda a aumentá-lo, em pessoas com excesso ajuda-as a consumir menos gorduras.

Na diabetes reduz os níveis de glicose no sangue e nas dislipidemias reduz o colesterol. Graças ao efeito de regulação hormonal, é utilizado no tratamento da acne e, pela sua ação galactagoga (estimulante da produção de leite), nas lactentes.

Tem uma ação digestiva e estimulante do apetite, devido às suas propriedades aromáticas, carminativas e suavizante das gastrites. 

Atua também como um tónico geral graças à sua riqueza em nutrientes, sendo por isso utilizada por culturistas para aumentar a massa muscular e para acelerar a recuperação ao esforço. 

É emoliente (suavizante e regenerador) nas inflamações do intestino. 

Externamente, utiliza-se em cataplasma para extração de furúnculos.

Administração
Internamente, na Naturopatia, são consumidas as sementes secas, normalmente em comprimidos (500 mg a 4 g por dia). 
As folhas podem ser comidas em sopas e saladas devido ao seu elevado valor nutritivo e as sementes podem ser também germinadas ou utilizadas como farinha para fazer bolos e pão. 


Esta planta não deve ser administrada durante a gravidez



Fonte original AQUI

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Dores Musculares x Ventosaterapia

Utilizada desde o antigo Egipto, a Ventosaterapia é também mencionada nos escritos de Hipócrates e praticada pelo povo Grego no século IV A.C. , constituindo assim, um dos métodos terapêuticos mais antigos utilizados na Naturopatia, que tem como procedimento básico, a aplicação em áreas específicas do corpo, de copos redondos, que após se retirar o ar criam vácuo permitindo manipular os tecidos de forma mais intensa.
O seu principal efeito terapêutico é na estimulação da circulação sanguínea pois tem como base a troca gasosa, eliminando os gases e toxinas estagnados no corpo pela pressão negativa produzida pelo vácuo. Esta técnica também é conhecida como o método do "Tratamento Negativo”, porque atraí as células doentes do interior para a superfície.                 
A aplicação da ventosaterapia traz extraordinários benefícios, principalmente ao proporcionar uma melhoria significativa nas tensões musculares quando aplicada ao longo da coluna lombar, sendo bastante eficaz em cas…

Mercúrio presente no marisco e no peixe aumenta risco para Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Um estudo recente em 518 pessoas constatou que elevados níveis de mercúrio no corpo associado ao consumo de peixe e marisco aumenta o risco de desenvolver a doença de Lou Gehrig (ELA), uma doença neurodegenerativa que leva à paralisia e à morte. Entender os factores de risco da esclerose lateral amiotrófica possibilita-nos realizar alterações no nosso estilo de vida, como por exemplo, evitar o consumo de peixes e moluscos, de forma a prevenir esta doença e diminuir a incidência a longo prazo.
Nota de pesquisa: Pesquisas epidemiológicas como essa podem revelar novos factores comportamentais humanos ou exposições ambientais que nos levam à doença. Estudos a nível da população também podem fornecer uma visão ampla de como a doença se desenvolve em seres humanos que não teria sido prontamente descoberto em estudos animais ou celulares.

As tâmaras e o trabalho de parto

Desde os tempos bíblicos, as tâmaras eram consideradas possuidoras de propriedades curativas profundas, mas só agora a ciência vem confirmar o que os nossos antepassados já sabiam.
Um estudo publicado no Journal of Obstetrics and Gynecology em 2011 e intitulado "O efeito do consumo das tâmaras no final da gravidez[i]", apresentou a investigação do efeito do consumo das tâmaras nos parâmetros do trabalho de parto e nos seus resultados. Ao longo de 11 meses na Jordan University of Science and Technology, dois grupos de mulheres foram incluídas num estudo prospectivo onde 69 mulheres consumiram seis tâmaras por dia durante 4 semanas antes da data prevista para o parto, contra 45 mulheres que não consumiram nenhuma. Estas mulheres tinham parâmetros semelhantes por isso não houve diferença significativa na idade gestacional, idade e paridade (o número de vezes que a mulher engravidou) entre os dois grupos.
Os resultados do estudo foram os seguintes:
• Melhoria da dilatação cervical: