Avançar para o conteúdo principal

Sabugueiro (Sambucus nigra L.)

Arbusto ou pequena árvore originária da África, Ásia e Europa, o sabugueiro atinge em média 4m. Tem as folhas ovaladas, pequenas flores brancas e frutos redondos de coloração escura. 

Os frutos e as flores são utilizados em várias culturas, embora apenas as flores tenham o seu uso medicinal mais difundido.

O fruto da árvore é muito consumido na Europa como alimento (tortas, doces, vinhos).

Parte utilizada
Flores secas.

Uso medicinal

O seu uso é reconhecido pela farmacopeia no tratamento sintomático de constipações, como diaforético (induz a transpiração) em estados gripais e febres e como expectorante.

Já era registada o uso desta planta como terapêutica nos tempos de Hipócrates há 2500 anos.

Em Portugal, a popularidade do Sabugueiro sempre foi grande, nos Açores chamam-lhe “chá do bem fazer”, em Espanha “ árvore boa”, isto porque sempre foi reconhecida como planta a ser consumida durante os dias frios, para afastar gripes e constipações, promovendo a sudação o que a torna muito boa nos casos febris.

Em Israel o pesquizador DR. Madeleine Mumcuoglu de Hadassah-Hbrew University Medical Center dedicou parte da sua vida a estudar o Sabugueiro e as suas propriedades curativas.

Em relação à gripe demonstrou que 20% dos indivíduos que sofriam com gripe apresentavam melhorias significativas no prazo de 24 horas, quando o sabugueiro era consumido, nas quais dores de garganta, febre e tosse eram reduzidas.
73% sentiam-se melhor após o segundo dia.
E no terceiro dia, 90% estavam completamente curados.

Modos de uso

Infusão das flores fervidas em água, xarope, tintura ou cápsulas.

Cuidados e contra-indicações

O uso das folhas deve ser evitado, pois podem ser tóxicas. Para preservar as flores, guarde-as num vidro escuro isoladas do ar, evitando assim o apodrecimento.

Efeitos colaterais

Aumento da transpiração. Em doses excessivas pode baixar os níveis de cálcio no sangue.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Mercúrio presente no marisco e no peixe aumenta risco para Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Um estudo recente em 518 pessoas constatou que elevados níveis de mercúrio no corpo associado ao consumo de peixe e marisco aumenta o risco de desenvolver a doença de Lou Gehrig (ELA), uma doença neurodegenerativa que leva à paralisia e à morte. Entender os factores de risco da esclerose lateral amiotrófica possibilita-nos realizar alterações no nosso estilo de vida, como por exemplo, evitar o consumo de peixes e moluscos, de forma a prevenir esta doença e diminuir a incidência a longo prazo.
Nota de pesquisa: Pesquisas epidemiológicas como essa podem revelar novos factores comportamentais humanos ou exposições ambientais que nos levam à doença. Estudos a nível da população também podem fornecer uma visão ampla de como a doença se desenvolve em seres humanos que não teria sido prontamente descoberto em estudos animais ou celulares.

As tâmaras e o trabalho de parto

Desde os tempos bíblicos, as tâmaras eram consideradas possuidoras de propriedades curativas profundas, mas só agora a ciência vem confirmar o que os nossos antepassados já sabiam.
Um estudo publicado no Journal of Obstetrics and Gynecology em 2011 e intitulado "O efeito do consumo das tâmaras no final da gravidez[i]", apresentou a investigação do efeito do consumo das tâmaras nos parâmetros do trabalho de parto e nos seus resultados. Ao longo de 11 meses na Jordan University of Science and Technology, dois grupos de mulheres foram incluídas num estudo prospectivo onde 69 mulheres consumiram seis tâmaras por dia durante 4 semanas antes da data prevista para o parto, contra 45 mulheres que não consumiram nenhuma. Estas mulheres tinham parâmetros semelhantes por isso não houve diferença significativa na idade gestacional, idade e paridade (o número de vezes que a mulher engravidou) entre os dois grupos.
Os resultados do estudo foram os seguintes:
• Melhoria da dilatação cervical:

Dores Musculares x Ventosaterapia

Utilizada desde o antigo Egipto, a Ventosaterapia é também mencionada nos escritos de Hipócrates e praticada pelo povo Grego no século IV A.C. , constituindo assim, um dos métodos terapêuticos mais antigos utilizados na Naturopatia, que tem como procedimento básico, a aplicação em áreas específicas do corpo, de copos redondos, que após se retirar o ar criam vácuo permitindo manipular os tecidos de forma mais intensa.
O seu principal efeito terapêutico é na estimulação da circulação sanguínea pois tem como base a troca gasosa, eliminando os gases e toxinas estagnados no corpo pela pressão negativa produzida pelo vácuo. Esta técnica também é conhecida como o método do "Tratamento Negativo”, porque atraí as células doentes do interior para a superfície.                 
A aplicação da ventosaterapia traz extraordinários benefícios, principalmente ao proporcionar uma melhoria significativa nas tensões musculares quando aplicada ao longo da coluna lombar, sendo bastante eficaz em cas…