Avançar para o conteúdo principal

Estudo: A alimentação vegetariana melhora a dermatite atópica nos adultos

Fonte: Pixabay
A dieta vegetariana melhora os sintomas da dermatite atópica, através da redução do número de eosinófilos[i] periféricos e da síntese de prostaglandina E2 (PGE2[ii]) por monócitos[iii].


Fonte: J Physiol Anthropol Appl Human Sci. 2001 Nov;20(6):353-61. PMID: 118406881
Autor(s): T Tanaka, K Kouda, M Kotani, A Takeuchi, T Tabei, Y Masamoto, H Nakamura, M Takigawa, M Suemura, H Takeuchi, M Kouda


Resumo: Muitos pacientes com dermatite atópica apresentam insatisfação com os tratamentos convencionais baseados em esteróides tópicos e têm optado por abordagens não convencionais. No entanto, a maioria das terapias não foram avaliadas clinicamente e cientificamente por especialistas.

Este estudo foi desenhado para avaliar se uma dieta vegetariana pode ser eficaz na dermatite atópica e em caso afirmativo, identificar os mecanismos pelo qual actua através da análise de parâmetros imunológicos. Um estudo aberto[iv] foi realizado em 20 pacientes com dermatite atópica. Uma melhoria da dermatite foi avaliada pelo índice SCORAD (Scoring Atopic Dermatitis) e os parâmetros sorológicos e imunológicos foram monitorados.

Depois de um tratamento de dois meses, a severidade da dermatite foi surpreendentemente inibida, conforme avaliado pelo índice SCORAD e os parâmetros serológicos, incluindo a actividade LDH5[v] e vários eosinófilos periféricos. A forte redução dos eosinófilos e neutrófilos foi observada antes da melhoria da inflamação da pele. Além disso, a produção de PGE2 pelas células mononucleares de sangue periférico foi reduzida por acção desta dieta. Em contraste, os níveis séricos de IgE (imunoglobulina E) não se alteraram durante o mesmo período. Embora este estudo seja aberto, sugere que uma alimentação predominantemente vegetariana pode ser útil no tratamento de pacientes adultos com dermatite atópica.


Data da Publicação do Artigo: 01 de Novembro de 2001

Tipo de Estudo: Estudo Humano



[1] www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11840688

[i] Células sanguíneas responsáveis pela imunidade do organismo, juntamente com outros tipos de células.
[ii] Prostaglandina E2 é um Eicosanóide (molécula lipídica) do grupo das prostaglandinas.
[iii] Tipo de leucócito. Os monócitos desenvolvem-se a partir da medula óssea e são responsáveis pela protecção dos tecidos. Mantêm os tecidos livres de corpos estranhos.
[iv] Estudo em que tanto o investigador como o doente sabem qual a medicação que está a ser administrada.
[v] Lactato desidrogenase (LDH) é uma enzima presente numa grande variedade de organismos, incluindo plantas e animais. A LDH-5 diz respeito aos hepatócitos e miócitos esqueléticos.



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Bolo de Cenoura [sem açúcar e sem glúten]

Andava com vontade de comer um bolo de nozes, mas não encontrava nenhuma receita que me desse água na boca, então fui para a cozinha fazer experiências com base numa diversidade imensa de receitas que fui vendo...adaptei, adaptei...e adaptei e saiu tudo menos um bolo de nozes (rsrsrsss)...mas ficou delicioso na mesma (vá lá...uffa!!)
Ora aqui vai a receita para quem quiser aventurar-se:
Vais precisar de:
- 2 chávenas de farinha de trigo sarraceno - 3 colheres de chá de fermento - 5 colheres de chá de canela em pó - 5 cenouras raladas - 1/2 chávena de coco ralado - 1/2 chávena de nozes raladas - 300g de tâmaras trituradas - 1/2 chávena de bebida vegetal (usei de arroz e soja do aldi) - 2 colheres café de baunilha

Pré-aquece o forno a 180ºC

Mistura todos os secos/sólidos e depois vai adicionando o liquido.
Bate tudo muito bem e leva ao forno cerca de 50minutos (depende de cada forno).

Eu costumo usar formas de silicone para não ter de adicionar gordura, fica a dica.

Bom apetite!!


Questionas-te se a Vitamina D é prejudicial sem a vitamina K?

Nos últimos tempos muito se tem falado sobre o possível prejuízo que a ingestão de vitamina D pode ter na ausência da vitamina K, mas as alegações científicas ainda não são muito consistentes. Como as pessoas que recorrem à minha consulta de naturopatia sabem, eu não sou muito apologista da suplementação nutricional. Existem casos em que ela é realmente necessária, existem outros casos em que recorrer a suplementação nutricional numa fase inicial pode ajudar o paciente a recuperar mais rápido, mas na maioria dos casos, recorrendo aos alimentos, ou seja, aos nossos suplementos “in vivo” é mais do que suficiente para se obter bons resultados terapêuticos. Dito isto, já podem antever que a minha opinião acerca do consumo de vitamina K sob a forma de suplemento não é muito abonatória, mas lá está...cada caso é um caso e há que se analisar individualmente a condição clinica da pessoa que procura ajuda.
Como todos sabemos, as vitaminas D e K são vitaminas lipossolúveis, ou seja, solúveis e…

As tâmaras e o trabalho de parto

Desde os tempos bíblicos, as tâmaras eram consideradas possuidoras de propriedades curativas profundas, mas só agora a ciência vem confirmar o que os nossos antepassados já sabiam.
Um estudo publicado no Journal of Obstetrics and Gynecology em 2011 e intitulado "O efeito do consumo das tâmaras no final da gravidez[i]", apresentou a investigação do efeito do consumo das tâmaras nos parâmetros do trabalho de parto e nos seus resultados. Ao longo de 11 meses na Jordan University of Science and Technology, dois grupos de mulheres foram incluídas num estudo prospectivo onde 69 mulheres consumiram seis tâmaras por dia durante 4 semanas antes da data prevista para o parto, contra 45 mulheres que não consumiram nenhuma. Estas mulheres tinham parâmetros semelhantes por isso não houve diferença significativa na idade gestacional, idade e paridade (o número de vezes que a mulher engravidou) entre os dois grupos.
Os resultados do estudo foram os seguintes:
• Melhoria da dilatação cervical: